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Pequenas empresas descobrem a tecnologia da informação

Estudo do Sebrae mostra que a utilização de equipamentos ligados às tecnologias de informação e comunicação já é uma realidade nas pequenas empresas

Microcomputadores, internet e telefone celular fazem parte da rotina das micro e pequenas empresas (MPE). A constatação faz parte da sondagem ‘As tecnologias de informação e comunicação (TIC) nas MPE brasileiras’, divulgada pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae em São Paulo).

A pesquisa teve por objetivos identificar o grau de utilização dos equipamentos ligados às tecnologias de informação e comunicação, particularmente microcomputadores, internet e telefone celular, assim como averiguar o grau de importância dada pelos empresários a essas tecnologias, as finalidades no uso das mesmas e os planos de investimento na área.

Realizada no mês de agosto junto a 4004 empreendedores de todos os Estados brasileiros, sendo 143 em Goiás, a sondagem revelou que 88% das MPE goianas possuem microcomputadores, 75% utilizam a Internet e 94% contam com aparelhos celulares.

Das 88% das MPE goianas que possuem microcomputadores, 78% têm de uma a cinco máquinas, sendo 49% delas adquiridas a menos de cinco anos. O sistema operacional predominante é o Windows e os equipamentos mais utilizados são as impressoras (78%), gravadores de CD/DVD (49%), scanner (31%), laptops e notebooks (23%), leitores de código de barras (21%) e câmeras para Internet (18%).

Sobre a finalidade do microcomputador, 71% dos empreendedores o utilizam para acessar informações na Internet, 66% para o cadastro de clientes, 59% para a elaboração de documentos e 58% para o controle de estoques. Em contrapartida, 47% não utilizam nenhum software para administrar as atividades da empresa.

Nas 75% das MPE que contam com Internet, 51% navegam em banda larga, sendo que 47% acessam o serviço a menos de cinco anos. O principal atividade da Internet fica por conta do acesso ao e-mail (64%), seguida pela pesquisa de preços/fornecedores (56%), serviços do governo (49%) e serviços financeiros/bancos (47%).

Apesar de populares entre as MPE, o microcomputador e a Internet ainda não sensibilizaram os empreendedores sobre a importância de se ter uma home page do negócio, haja vista que apenas 12% afirmaram ter um site próprio. Outros 88% nunca realizaram vendas por meio do comércio eletrônico. A capacitação por meio da Internet também é incipiente, haja vista que somente 15% dos empreendedores já participaram de cursos on line.

Mais popular que o microcomputador, o celular está presente em 94% das MPE. O aparelho é utilizado a menos de 10 anos por 84% dos entrevistados, e os serviços preferidos são a chamada telefônica (72%), mensagens de texto (17%) e o acesso a Internet (3%).

Até o final do ano, 54% dos empreendedores goianos ainda pretendem investir em tecnologias de informação e comunicação. Os microcomputadores (40%), softwares (30%), impressoras (27%) e serviços de Internet estão entre os itens preferidos. Sobre o total de investimento, 17% pretendem comprometer até R$ 3.000,00, e só 5% investirão mais de R$ 10.000,00 na aquisição desses bens.

Quanto à relevância da utilização dessas tecnologias, os empreendedores consideram de grande importância para seus negócios o computador (62%), a Internet (57%) e o celular (64%).

Fonte: Agência Sebrae de Notícias (ASN Goiás)

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Gadgets no trabalho: a fronteira porosa entre tecnologias corporativas e de consumo

Steve Jobs, CEO da Apple, diz que as otimizações mais recentes do software utilizado pelo iPhone, a ser lançado em junho, tornarão o aparelho mais palatável para as empresas americanas. Em 11 de março, a Oracle lançou um aplicativo de gestão de relacionamento on-demand com o cliente que imita sites de grande popularidade como o Facebook e trabalha em conjunto com o Google ou Yahoo em versões personalizadas. Em 8 de abril, a IBM anunciou o lançamento de um portfólio de mashups [sites ou aplicativos de Internet que usam conteúdo de mais de uma fonte para criar um novo serviço] que combina softwares corporativos com sites populares de Internet como o Google Maps. O que há de comum entre esses dois produtos é o fato de que começam a desaparecer os limites entre as tecnologias corporativas e de consumo.

A porosidade que se observa na fronteira entre os aplicativos corporativos e os de uso pessoal é conhecida como consumerization por empresas de pesquisas tecnológicas como a Gartner e por executivos da Microsoft. Esse fenômeno indica que as tecnologias de consumo — como as ferramentas de redes sociais, conteúdos gerados pelo usuário e wikis (softwares de Internet que permitem aos usuários criar conteúdos coletivamente) — entram cada vez mais no dia-a-dia das empresas americanas. Esses aplicativos voltados para o consumidor estão sendo usados para criar softwares mais rapidamente, compartilhar conhecimentos no âmbito da empresa, monitorar projetos e tornar os sistemas de informações corporativos mais acessíveis aos funcionários. De acordo com Steve Prentice, analista da Gartner, a inovação atualmente é obra do consumidor e de suas tecnologias favoritas. “O consumidor assume cada vez mais o controle do processo. É ele o responsável pelas especificações tecnológicas, por rupturas e pela modificação do equilíbrio de poder”, observa.

Especialistas da Wharton também reconhecem que a tecnologia voltada para o consumidor tem sido usada com uma freqüência cada vez maior pelas empresas nos últimos anos. São características dessa nova tendência o surgimento de jovens profissionais versados em tecnologia — chamados de “nativos digitais”, já que se trata de uma geração que cresceu em ambiente de tecnologia digital —, predomínio de custos mais baixos e a necessidade de inovar rapidamente utilizando aplicativos de Internet. Contudo, o fenômeno de consumerization coloca um desafio ao departamento de tecnologia tradicional das empresas. Antes, as empresas diziam qual software e hardware deveriam ser utilizados no ambiente de trabalho. Hoje, a escolha da tecnologia está se tornando cada vez mais democrática, uma vez que o peso dos trabalhadores nas decisões corporativas cresce continuamente. A tecnologia não pode ser definida como algo exclusivamente corporativo ou de uso pessoal do consumidor, diz David Hsu, professor de administração da Wharton. “Há uma convergência entre aplicativos corporativos e de consumo. As fronteiras desapareceram.”

O que não se sabe é se a invasão da empresa americana pela tecnologia de consumo deverá persistir. Algumas tecnologias, como, por exemplo, a Research in Motion do BlackBerry, começaram dentro da empresa e se tornaram sucesso de público posteriormente. Os laptops pequenos e ultraleves começaram também dentro da empresa e só depois conquistaram o público. “Há um fluxo e refluxo, um vaivém. A inovação era obra das empresas, mas em meados dos anos 1990, a tecnologia de consumo tornou-se dominante”, diz Andrea Matwyshyn, professora de estudos jurídicos e de ética nos negócios da Wharton.

Por enquanto, executivos da área de tecnologia dizem que o consumidor está no comando. “As formas pelas quais as pessoas querem interagir no ambiente corporativo está mudando”, disse Steve Ballmer, CEO da Microsoft, durante palestra proferida no congresso MIX08 promovido pela empresa em Las Vegas, em 6 de março. “O uso de mensagens instantâneas é cada vez maior. Houve uma época em que o e-mail era pouco comum na empresa.” A adoção da tecnologia de consumo no ambiente corporativo está em “fase inicial”, acrescentou Ballmer, salientando que a Microsoft vem desenvolvendo ferramentas de fácil utilização pelo consumidor em aplicativos da empresa, como o software Sharepoint para servidores, que permite às empresas compartilhar interiormente informações e documentos.

Observamos a convergência de tecnologias entre esses dois segmentos [consumidor e empresa], já que as necessidades do usuário vêm convergindo”, diz Christian Terwiesch, professor de gestão de operações e de informações da Wharton. Os trabalhadores, por exemplo, insistem para que a tecnologia corporativa — por exemplo, uma ferramenta de busca dentro da empresa — seja de fácil utilização pelo usuário, tal como o motor de busca do Google.

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Executive IT Meeting espera reunir 3.500 participantes

Com ambiente voltado para a integração entre as empresas e profissionais, encontro reúne renomados especialistas em Tecnologia da Informação (TI)

De 29 a 31 de outubro próximos, a Comunidade Tecnológica de Goiás (Comtec) e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas (Sebrae em Goiás) promovem o Executive IT Meeting, o maior evento de Tecnologia da Informação (TI) do Centro-Oeste brasileiro, realizado nas dependências do Oliveira’s Place, em Goiânia.

Com ambiente voltado para a integração entre as empresas e profissionais de TI, além da realização de negócios, o Executive IT Meeting deve reunir cerca de 3.500 participantes no Circuito de Automação Comercial, no Fórum Goiano de Software Livre e em debates, palestras, mostras tecnológicas, minicursos, laboratórios.

Segundo o gestor responsável pelo Arranjo Produtivo Local de Tecnologia da Informação de Goiânia (APL de TI), Israel Witicovski, “o evento objetiva dar visibilidade ao trabalho das empresas de TI em Goiás, promover a qualificação de seus profissionais e apresentar soluções construídas pelas empresas na área de software.”

Israel assinala que o Executive IT Meeting é tão importante para o APL de TI em Goiânia, que até mesmo empresas que mantém forte concorrência, como a IBM e a Microsoft, participarão, juntas, das discussões que dominam o evento: “Inclusive a Microsoft irá selecionar estudantes universitários na área de informática para a realização de cursos promovidos pela própria empresa.”

O gestor lembra, ainda, que está programado o encontro de líderes classistas durante o acontecimento, entre os presidentes de cinco entidades: Agenor Braga e Silva Filho (Conselho Deliberativo do Sebrae em Goiás e Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas/FCDL); Paulo Afonso Ferreira (Federação das Indústrias do Estado de Goiás/Fieg); José Evaristo dos Santos (Federação do Comércio do Estado de Goiás/Fecomércio); e de Pedro Bittar (Associação Comercial e Industrial do Estado de Goiás/Acieg).

Para Israel, os presidentes dessas entidades podem interferir junto aos seus pares para que a tecnologia da informação seja inserida no processo diário de trabalho de micro, pequenas, médias e grandes empresas. “Soluções, para isso, não faltam”, ressalta o gestor, lembrando que as empresas de TI goianas estão exportando serviços para o mercado nacional e internacional em grande escala.

Entre os palestrantes do Executive IT Meeting, destaque para Adelmir Santana, empresário, senador do Distrito Federal, vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC) e presidente do Conselho Deliberativo nacional do Sebrae, que falará sobre o ‘Impacto da Tecnologia para a Competitividade Empresarial’.

Com mais de 20 anos de experiência em TI, Roberto Gerbi representará a Gartner, empresa líder mundial no desenvolvimento de pesquisas e análises sobre tecnologia da informação. Gerbi abordará o tema ‘O Futuro da Tecnologia da Informação’. Também está programa da uma palestra-show com o cartunista Maurício Ricardo, criador do site charges.com.br.

Organizado desde 2004, o Arranjo Produtivo Local de Tecnologia da Informação de Goiânia (APL de TI) reúne 800 empresas ligadas ao setor, movimentando cerca de R$ 1 bilhão, por ano, e gerando sete mil empregos diretos, principalmente no desenvolvimento de softwares (programas de computador com seqüência de instruções a serem seguidas ou executadas).

Com ações voltadas para o fomento da competitividade entre os empreendimentos da área, a meta do APL é aumentar em 50% o faturamento das empresas até o final deste ano. Entre as conquistas do trabalho desenvolvido pelo arranjo está a criação da Estação Digital de Goiânia, resultado da cooperação entre a Prefeitura da Capital, Sebrae em Goiás, Comunidade Tecnológica de Goiás e Sindicato das Empresas de Informática, Telecomunicações e Similares do Estado de Goiás (Sindinformática).

Segundo o gestor responsável pelo APL, o consultor do Sebrae Israel Witicovski, a próxima conquista do setor deverá ser a construção de um pólo tecnológico da informação em Goiânia e do Centro de Excelência de Softwares em uma área da Universidade Federal de Goiás (UFG), sendo necessários R$ 67 milhões em investimentos.

Mais informações: www.comtecgo.com.br

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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