Meritocracia (do latim mereo, merecer, obter) é a forma de governo baseado no mérito. As posições hierárquicas são conquistadas, em tese, com base no merecimento, e há uma predominância de valores associados à educação e à competência.

Não, este não é um artigo de quem acha que o processo de meritocracia implantado pelo Governador Marconi Perillo e pelo seu fiel escudeiro Giuseppe Vecci seja um processo “viciado” em sua origem e que apenas serve para coroar alguns poucos indicados e garanti-los nos seus cargos de gerente ad eternum.
Seria um desperdício de dinheiro público sem fim fazer um processo desta magnitude para nomear 551 gerentes (em meio a mais de 3 mil candidatos) já escolhidos previamente a dedo. Apesar de este ser o sentimento geral da maioria dos funcionários públicos que convivo diariamente, que participaram ou não deste processo, ainda prefiro crer na lisura do processo e que os candidatos mais capacitados seriam (ou serão) selecionados.
Sobre a prova realizada no último domingo, muitas foram as falhas no decorrer do certame, desde a má preparação dos fiscais, a correção de questões no meio da prova, até a fatídica cópia da prova de língua portuguesa retirada de dois sites de concursos encontrados na internet. E neste momento, para quem está participando do processo, desculpas não valem nada! Para nós que fizemos a prova, nos preparamos e esperamos ansiosamente o resultado para a chamada da famosa “lista tríplice” para entrevista qual o sentimento que fica?
Estamos órfãos no meio desta balburdia toda, e também não sei o que passa pela cabeça do Sr. Secretário de Gestão e Planejamento do estado de Goiás, Giuseppe Vecci, que parece agir como se fosse dono do mundo, ou pelo menos dono de todos os cargos de gerente do estado de Goiás.
Uma breve busca em redes sociais, como o Twitter, por exemplo, pela palavra meritocracia, apresenta o sentimento de todos os servidores públicos que participaram desta seleção, um sentimento de descaso e falta de credibilidade total desta seleção, sentimento este que não compartilho, mesmo porque estava preparado e acreditando piamente na possibilidade de ser alçado ao cargo de gerente, apesar do pouco tempo de serviço público e da ausência total e completa de qualquer tipo de padrinho que pudesse me auxiliar.
Mas com os acontecimentos do último dia 21/09, no qual toda a prova foi anulada devemos refletir sobre os acontecimentos. O que faremos agora?
Todo processo de seleção, é um processo tenso, seja ele um concurso público, seja uma entrevista de emprego, seja uma seleção interna na qual sempre almejamos uma melhoria, uma promoção naquilo que fazemos. Só quem passa por este tipo de processo sabe o que acontece: tensão, ansiedade, dor no estomago e pensamentos mil que fluem em nossas cabeças… E quando acontecimentos como este acontecem um pouco de nossos sonhos se esvai e com eles a pouca fé que ainda temos na implementação de um sistema meritocrático no serviço público, mas por tudo que escutamos e por tudo que presenciamos, a meritocracia parece que é para poucos realmente.
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Andrei Lima - Administrador, Analista de Gestão Administrativo– lotado na Agência de Comunicação do Estado de Goiás – AGECOM
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