Comércio eletrônico cresce 50% ao ano no Brasil
Faturamento de empresas com vendas via Internet ultrapassou os R$ 4 bilhões em 2006 e número de ‘e-consumidores’ cresceu quase 7 vezes desde 2001
O ‘Ciclo de Seminários: Comércio eletrônico para micro, pequena e média empresa’, que será realizado na Feira do Empreendedor (em Goiânia, no dia 23 de agosto/2007) pretende mostrar como as empresas de pequeno porte podem aproveitar as oportunidades que o comércio via Internet pode oferecer. A taxa de crescimento deste mercado no Brasil é grande, cerca de 50% ao ano, assim como é alto o nível de exigência dos consumidores. De acordo com Gerson Rolim, diretor executivo da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), quem está acostumado a fazer suas compras pela rede de computadores é sensível a qualquer mínima falha no processo e as empresas precisam ser cuidadosas e estar atentas às novidades.
Fundada em maio de 2001, a camara-e.net é a principal entidade multissetorial da Economia Digital no Brasil e América Latina, voltada ao negócio eletrônico como fator estratégico de desenvolvimento econômico sustentável no século XXI. Há três anos, organiza este ciclo de seminários, com apoio e participação dos Correios e do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresa (Sebrae). Tem como principal objetivo a divulgação de produtos e serviços on-line, visando a difusão de informações relevantes para a inclusão digital deste segmento. Mais de 5.000 mil pessoas já participaram dos eventos nas 3 primeiras edições, 75 mil pessoas receberam material promocional e 250 mil visitaram o site dos seminários.
Confira a entrevista que Gerson Rolim, diretor executivo da câmara-e.net, concedeu à Agência Sebrae de Notícias (ASN Goiás):
Desde quando o comércio eletrônico começou a ser uma realidade no Brasil?
Gerson Rolim – Podemos afirmar que, a partir de 2000, a utilização da Internet como meio para realizar compras passou a ser mais significativa. Desde então, os ‘e-consumidores’ vem aumentando a cada dia. Para se ter uma idéia, em 2001, o grupo de pesquisas e-bit mostrou que 1,1 milhão de pessoas compravam pela internet. Em 2006, este número já correspondeu a 7 milhões de consumidores. Em termos econômicos, o faturamento com o comércio eletrônico em 2006 foi de R$ 4, 4 bilhões.
Como o senhor avalia este crescimento?
O comércio eletrônico vem crescendo a um ritmo próximo a 50% ao ano no Brasil. A cada dia mais empresas tanto pequenas como grandes aderem à Internet como forma de levar seus produtos e serviços a seus clientes com conveniência e facilidade. Por sua vez o consumidor tem percebido as vantagens de comprar pela rede, como comodidade e segurança. Por isso, temos muitos motivos para acreditar que a tendência de crescimento é bastante duradoura.
De que forma as micro e pequenas empresas já estão participando desta expansão?
A Internet proporciona às micro e pequenas empresas a oportunidade de alcançar um número maior de consumidores, em lugares cada vez mais distantes sem a necessidade de elevados patamares de investimento. Ferramentas de marketing e logística desenhadas especificamente para este tipo de companhia têm facilitado a entrada delas na rede. Uma prova disso é o Ciclo de Seminários da camara-e.net em parceria com o Sebrae e os Correios, que tem tido uma procura muito além do esperado, motivando inclusive a realização de uma segunda edição neste ano.
Como estas empresas de pequeno porte precisam se estruturar para atuar com o comércio eletrônico?
O consumidor que faz compras pela internet é muito sensível à falhas em qualquer fase do processo de compra. Por isso, as empresas devem ter o máximo cuidado com o processo de entrega, formas de pagamento e segurança, por exemplo. Isto não é nada diferente do que acontece nas vendas no mundo físico. Em termos de estratégia, o empreendedor que pretende explorar o comércio eletrônico precisa estar sempre atento às novidades que surgem a cada dia no mercado.
Que segmentos são mais promissores para o comércio na rede?
Em termos de quantidade, produtos como livros, CD e DVD ainda são os mais vendidos, mas em valores os eletrônicos, por exemplo, já são superiores.
Fonte: Agência Sebrae de Notícias (ASN Goiás)
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